Elas vão dominar o mercado de trabalho
Mulheres representam quase 60% dos acadêmicos da Urcamp. Anualmente ao se aproximar o dia 8 de março (dia internacional da mulher) a mídia como um todo volta suas atenções para elas. Desta forma surgem as pautas mais inusitadas, explorando, se não todos, muitos aspectos do tema. Todas informações só vem reforçar o que todo mundo já sabe: a tendência é a feminilização das lideranças. Prova disso é o crescente aumento da participação das mulheres na política, nos negócios e no mercado de trabalho como um todo. A Urcamp divulga mais um dado importante. As mulheres nos cursos de graduação da Universidade representam cerca de 60% do número total de alunos, sendo quase mil estudantes a mais do sexo feminino em relação aos homens. Dados levantados com base nos matriculados no Câmpus Central da Universidade indicam que elas só não são maioria no Centro de Ciências Jurídicas, e no Centro de Ciências Rurais. Os cursos ligados a saúde, por exemplo, contam com predominância feminina. O índice médio de participação feminina nos cursos da área da saúde chega a 84,44% na Urcamp. A administração da instituição também conta com marcantes presenças femininas, como a pró-reitora acadêmica e vice-reitora, Virgínia Brancato de Brum e a vice-presidente da Fundação Attila Taborda e pró-reitora do Câmpus de Alegrete, Ely Silveira Gonçalves Costa, entre vários outros exemplos. A vice-reitora argumenta que a situação atual da mulher diante do mercado é de plena igualdade de competências, sendo que as mulheres possuem um grande diferencial. Para Virgínia, a ascensão constante das mulheres tem muito a ver com sua garra, determinação, organização e sensibilidade. “O fato de a mulher trabalhar em casa, na empresa e ainda ser mãe, contribui de maneira significativa para o desenvolvimento de uma sensibilidade que permite a ela ser estratégica em certos setores”, comenta a professora. Apesar de destacar o avanço a pró-reitora faz questão de destacar a existência de alguns tabus e formas de discriminação: “Para mim não seria necessária nem a existência de um dia especial dedicado às mulheres, tendo em vista que esta já é uma forma de preconceito. Entretanto ainda é prematuro dizer que a discussão do espaço da mulher na sociedade está próxima do fim, na verdade ainda temos muito para avançar. Um dado que reforça a tendência de cada vez mais mulheres ocupando espaço no mercado é revelado pela professora Rita Saraiva Jorge, coordenadora Administrativa do Instituto Biotecnológico de Reprodução Vegetal. Rita trabalhou até janeiro de 2010 como supervisora de estágios da Urcamp e revela: segundo dados coletados em 2009, cerca de 65% das vagas ocupadas por estagiários da Urcamp são de mulheres. O dado reforça a idéia de que a mulher vai ocupar ainda mais espaços, tendo em vista que está preocupada com a profissionalização. “A mulher jamais vai desistir de seus projetos de vida como ser mãe e constituir família, por exemplo, mas o que vemos é que ela primeiro está cuidando de seu lado profissional para somente depois ir atrás dos demais objetivos. Os paradigmas femininos foram alterados atualmente, e toda sociedade tem aprendido muito com o, antigamente denominado, sexo frágil, inclusive os homens”, finaliza. Fonte: URCAMP
 
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